Asilo de Alienados

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Asilo de Alienados

Desde a sua fundação, a Instituição tratou de acolher pessoas que a sociedade não sabia ou não possuía condições de cuidar e acabava por excluí-las. Um exemplo é o dos doentes mentais, vindos das mais diversas localidades da Província e, quase sempre, além de pobres, eram abandonados pela família.

O número destes pacientes cresceu tanto que, a partir de 1870, a Provedoria começou a providenciar, junto ao governo provincial, a construção de um “asilo de alienados”. Entre os argumentos do Provedor da Irmandade, para tentar obter a sua construção, estava o de que, a Santa Casa não possuía enfermarias apropriadas com condições de conforto e higienização, para abrigar tais pacientes, e que os recursos terapêuticos da época não permitiram a convivência dos pacientes psiquiátricos com os demais.

Assim, surgiu a ideia e projeto de criação do Hospital Psiquiátrico São Pedro. Depois de uma campanha de quase dez anos iniciou a construção do “Hospício São Pedro”, situado em uma chácara comprada pelo governo e com economias resultantes de doações à Santa Casa. A partir de então, a responsabilidade de cuidar dos “loucos” passou a ser do governo do Estado.

O Hospital Psiquiátrico São Pedro foi a primeira instituição psiquiátrica de Porto Alegre, inaugurado em 29 de junho de 1884.

Iniciou suas atividades com somente um dos atuais seis pavilhões, tombados pelo IPHAE (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico do Estado do Rio Grande do Sul).

Acolheu, no primeiro dia de atividades: 41 alienados, sendo 25 transferidos da Santa Casa (14 homens e 11 mulheres) e 16 alienados vindos da Cadeia Civil (10 homens e 06 mulheres). O Hospício São Pedro foi gerido pela Mesa Administrativa da Santa Casa até a proclamação da República.

Como uma das enfermarias da Santa Casa de Misericórdia de Porto Alegre — o “Asylo de Alyenados” — foi o esteio e o alicerce do Hospital São Pedro. Sua localização na antiga estrada do Mato Grosso — atual Av. Bento Gonçalves —, fez parte do processo de saneamento social da Capital, que deslocou para o subúrbio as instituições que abrigavam as enfermidades, a morte e todos com desvio comportamental de convivência comunitária.

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