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Hospital Santa Clara
O Hospital Santa Clara, constituído pelos Pavilhões Centenário, Daltro Filho e Cristo Redentor, concentra a maior parte das atividades assistenciais de internação e ambulatório da Santa Casa, bem como de ensino e educação continuada.

O mais antigo é o Pavilhão Centenário que hoje abriga as áreas administrativas e de apoio do Complexo Hospitalar. Foi o hospital que durante o século XX atendeu às populações carentes, escravas e alienadas do Estado.

O movimento de ampliação dos pavilhões teve início na década de 1920, em virtude da superlotação das enfermarias. Em 1930, na gestão do Provedor Dr. Aurélio de Lima Py, foi construído um novo espaço para atender o público privado — o Hospital São Francisco. Em 1936, quando Provedor, o Coronel Luiz Gonzaga Borges da Fonseca, teve início a construção do Pavilhão Daltro Filho. Leva esse nome em homenagem ao General Daltro Filho, interventor do Estado (1937-1938) que contribuiu com apoio financeiro para a obra.

Desde sua abertura, em 1940, abriga a Maternidade Mário Totta e os ambulatórios. Para ampliar a capacidade do Hospital Geral, na administração de Archymedes Fortini, foi projetado o Pavilhão Cristo Redentor, que inaugurado em 1948 passou a abrigar serviços de diagnostico.

Em 3 de fevereiro 1968, o Provedor Dr. Ruy Cirne Lima institui a Policlínica Santa Clara — compreendendo o Pavilhão Centenário, Cristo Redentor e Daltro Filho — destinada a atender a população carente através do INPS.

Em março de 1998, na administração do Provedor José Sperb Sanseverino, foi inaugurado um novo espaço na Policlínica Santa Clara para abrigar os ambulatórios do SUS, a Emergência e o Laboratório, e em 2005 começou a ser adotado o nome de Hospital Santa Clara.

Hospital São Francisco
Através da criação do Hospital São Francisco se concretizaria um sonho, acalentado desde os primeiros anos do século XX, por seu corpo clínico: o de inserir a capital gaúcha na rota da modernidade médica.

Três objetivos seriam então contemplados: incorporar os avanços da medicina mundial, atender à crescente demanda populacional de Porto Alegre e do estado, e sobretudo, criar uma nova fonte de renda para a manutenção do Hospital Geral (o único existente desde a criação da Santa Casa), que se impunha estender pelo seu vasto quarteirão.

Lançada a pedra fundamental em 1926, a construção foi viabilizada com donativos, auxílio governamental e um empréstimo hipotecário pago, em parcelas semestrais, ao longo de trinta anos.

Destinado a atender pacientes de clínica e especialidades cirúrgicas, o Hospital São Francisco foi inaugurado, em 31 de julho de 1930, pelo presidente do Estado, Getúlio Dornelles Vargas, com o prestígio de autoridades e de 655 visitantes. E no dia seguinte inauguraram-se a Maternidade e o serviço de assistência à Infância.

Anos após, o Hospital São Francisco foi ampliado com a construção de novas salas de cirurgia para Oftalmologia e Otorrinolaringologia, bem como para um moderno Gabinete de Radiologia. Na década de 1940, acolheu a Clínica de Câncer Dr. Saint Pastous, projetando a Santa Casa na especialidade de Oncologia.

Considerado o “pulmão” da Instituição pelo Provedor Archymedes Fortini (1943-1948), o Hospital São Francisco, nas décadas seguintes até o presente, pelos serviços que oferece, assume uma marca que o identifica como um avançado Centro Médico.

Preparando-se para comemorar seus 80 anos de atividades, o Hospital São Francisco, ao dispor à comunidade uma equipe de alta qualificação profissional, destaca-se como um importante centro especializado de cirurgias de grande porte, com enfoque para as cardiovasculares, além de ser um dos locais do Complexo Hospitalar onde se concentram recursos tecnológicos de última geração.

Hospital São Francisco
Através da criação do Hospital São Francisco se concretizaria um sonho, acalentado desde os primeiros anos do século XX, por seu corpo clínico: o de inserir a capital gaúcha na rota da modernidade médica. Três objetivos seriam então contemplados: incorporar os avanços da medicina mundial, atender a crescente demanda populacional de Porto Alegre e do estado, e sobretudo, criar uma nova fonte de renda para a manutenção do Hospital Geral (o único existente desde a criação da Santa Casa), que se impunha estender pelo seu vasto quarteirão.

Lançada a pedra fundamental em 1926, a construção foi viabilizada com donativos, auxílio governamental e um empréstimo hipotecário pago, em parcelas semestrais, ao longo de trinta anos. Destinado a atender pacientes de clínica e especialidades cirúrgicas, o Hospital São Francisco foi inaugurado, em 31 de julho de 1930, pelo presidente do Estado, Getúlio Dornelles Vargas, com o prestígio de autoridades e de 655 visitantes. E no dia seguinte inauguraram-se a Maternidade e o serviço de assistência à Infância.

Anos após, o Hospital São Francisco foi ampliado com a construção de novas salas de cirurgia para Oftalmologia e Otorrinolaringologia, bem como para um moderno Gabinete de Radiologia. Na década de 1940, acolheu a Clínica de Câncer Dr. Saint Pastous, projetando a Santa Casa na especialidade de Oncologia. Considerado o “pulmão” da Instituição pelo Provedor Archymedes Fortini (1943-1948), o Hospital São Francisco, nas décadas seguintes até o presente, pelos serviços que oferece, assume uma marca que o identifica como um avançado Centro Médico.

Preparando-se para comemorar seus 80 anos de atividades, o Hospital São Francisco, ao dispor à comunidade uma equipe de alta qualificação profissional, destaca-se como um importante centro especializado de cirurgias de grande porte, com enfoque para as cardiovasculares, além de ser um dos locais do Complexo Hospitalar onde se concentram recursos tecnológicos de última geração.

Hospital São José
O surgimento e a evolução do Pavilhão São José e com ele a do Instituto de Neurocirurgia é significativo no contexto do Complexo Hospitalar que compõe a Irmandade da Santa Casa de Misericórdia.

O projeto do Pavilhão São José nasceu, segundo o Provedor da época, da necessidade de ampliação da área para atendimento de indigentes, principalmente, àqueles portadores de doenças infectocontagiosas. A tradição oral, no entanto, conta que, tendo realizado uma cirurgia neurológica em um paciente, no dia seguinte à internação, o Dr. Elyseu Paglioli teria encontrado este paciente morto no pátio. O doente fugira do leito e, pela superlotação da enfermaria e escassez de funcionários e enfermagem, ninguém havia percebido a fuga. Indignado com o ocorrido o médico teria procurado o Provedor, obtendo dele a promessa de que a próxima despesa seria com uma enfermaria para pacientes neurocirúrgicos que tivesse bloco e sala de recuperação adequados, equipamentos e recursos humanos. Entre as autoridades políticas presentes estavam o Dr. Cilon Rosa, Interventor Federal no Estado e o Dr. Carlos Luz, Ministro da Justiça.

No Pavilhão, recém inaugurado, foram destinados os andares superiores para pacientes de clínica médica e o térreo para o Instituto de Neurocirurgia. Este, possuía à época, uma sala para Raio X denominada Dr. Isidro Herédia, uma para Administração chamada Osvaldo Rentzch, uma para exames clínicos denominada Archymedes Fortini, além de um bloco cirúrgico, batizado com o nome do cirurgião uruguaio Alejandro Schroeder.

O espaço destinado à Neurocirurgia, logo se tornou pequeno frente ao desenvolvimento do Serviço, o que obrigou a Provedoria e a Direção do Instituto a iniciarem a ampliação do Pavilhão. Em 1951, o Pavilhão colocou à disposição da comunidade, 48 leitos de primeira classe, 12 de segunda classe, que acrescidos aos que já existiam totalizava 98 leitos. No mesmo ano o Instituto de Neurocirurgia fora sede do Congresso Sul-Americano de Neurocirurgia que recebeu profissionais de 22 países da Europa e América. No bloco cirúrgico do Pavilhão São José, foram realizadas todas as sessões operatórias do Congresso presidido pelo Diretor do Instituto Dr. Elyseu Paglioli.

A construção de mais espaço físico seguiu-se a compra de novos equipamentos e a ampliação de serviços. Em 1954, surgiu uma seção especial para Neurocirurgia Infantil e, em 1958 foi criado um ambulatório para atendimento clínico de pacientes neurocirúrgicos.

Os serviços prestados no Pavilhão São José tornaram o Instituto de Neurocirurgia ponto de referência na especialidade na América Latina.

Ao completar 25 anos, em 1971, durante a Jornada de Neurocirurgia, o Instituto recebeu a visita de cirurgiões renomados, entre outros: Paul Bucy da Northwestern University de Chicago; E. Earl Walker, Presidente da Sociedade Internacional de Neurologia; Rayroond Houdart do Hospital Lariboisière de Paris e Kurt Decher da Universidade de Munique.

Na década de 1970, a Santa Casa de Misericórdia entrou em vertiginosa crise econômico-financeiro e, como ocorreu com o restante do Complexo Hospitalar, as instalações do Pavilhão São José entraram em decadência. Muitos membros do corpo clínico, sem condições adequadas de trabalho deixaram o Pavilhão para trabalhar em outros hospitais. Falta de verbas para manutenção, equipamentos obsoletos e escassez de mão de obra qualificada foi o quadro registrado em 1984 pela Provedoria. Neste contexto, o Pavilhão São José passou a fazer parte de um projeto de gerenciamento da crise que se propunha a recuperar, em extensão e profundidade, o que havia sido um dos mais significativos centros de Neurocirurgia do país.

Em 1988, quando da reinauguração do Hospital São José, o projeto tornou-se realidade e foram colocados à disposição da comunidade as novas instalações e equipamentos do Hospital São José, bem como os serviços de profissionais qualificados em todas as áreas.

Para acompanhar o desenvolvimento da Neurocirurgia, o São José passou por transformações nessas seis décadas de existência. Hoje, está entre os melhores Serviços de Neurocirurgia do Brasil e sua atuação é baseada no tripé assistência, treinamento de novos cirurgiões e pesquisa na área clínica.

Hospital da Criança São Antônio
No século XIX, em Porto Alegre, a assistência infantil foi prestada a criança abandonada, como obra social, desde 1837, pela Santa Casa de Porto Alegre. Décadas passadas, foi criado o “Serviço de Assistência Médico-Social à Infância”, sendo inaugurado em 28 de julho de 1890, quando era Provedor interino o Sr. José Pedro Alves; o seu primeiro diretor foi o Dr. Olinto de Oliveira.

Cinco anos depois, ampliou-se esse setor, com a criação de uma enfermaria, que contava com acomodações que permitiam as mães acompanhar seus filhos doentes. Somente em 14 de março 1942, por sugestão dos médicos Mário Totta e Carlos Hofmeister, a assistência à infância desamparada ganhou nova ampliação com a criação de um serviço de puericultura, anexo à Maternidade. Entretanto, havia sempre a ideia de aumentar as instalações, pelo acúmulo crescente de atendimentos.

Em 1937, o Interventor Federal, Gal. Daltro Filho, reuniu a Comissão Construtora formada por membros da Mesa Administrativa da ISCMPA — Archymedes Fortini, Prof. Moisés Menezes, Prof. Mário Totta, Prof. Homero Fleck e José Francisco do Canto —avisando dispor de Cr$ 1.600.000, advindos do Governo Federal, para a construção de um pavilhão que atendesse, preferencialmente, a criança, sob o ponto de vista médico e cirúrgico.

Vindo a falecer, o Gal. Daltro Filho, seu sucessor o Gal. Cordeiro de Farias, propôs a homenagem ao governante dando-lhe o nome ao novo pavilhão da Santa Casa. Em seu 3° andar, foram instaladas as Enfermarias 33 e 34, com o nome de “Serviço de Assistência à Infância Prof. Olinto de Oliveira”, por sugestão dos professores Raul Moreira e Décio Martins Costa.

A inauguração ocorreu em 05 de setembro de 1942. Não tardou, o Provedor da Santa Casa, Archymedes Fortini, visando ampliar a assistência médica à criança pobre, ordenou um estudo para a construção do Hospital da Criança Santo Antônio, homenageando o santo de sua devoção.

Divulgada a ideia, foram surgindo valiosas adesões e donativos, incluindo a doação de terrenos, onde seria assentado o Hospital, entre as Avenidas Paraná, Ceará, Maranhão e Ernesto da Fontoura, no bairro Navegantes, área industrial do 4° distrito, acolhedor de centenas de famílias operárias.

A pedra fundamental foi lançada em novembro de 1944, com a benção do Arcebispo Metropolitano Dom João Becker. O término da obra deu-se em 19 de março de 1953 desde então prestou relevante assistência às crianças da cidade e do estado.

Na década de 1990, a Santa Casa definiu a integração do seu Complexo Hospitalar no amplo quarteirão central da cidade, para atender com agilidade e presteza, através de tecnologia de última geração a todos os seus pacientes. Foi construído então um prédio para abrigar o novo Hospital da Criança Santo Antônio. Inaugurado em 2002, desponta no estado como um hospital referência no atendimento pediátrico em todas as especialidades.

Pavilhão Pereira Filho
Durante a primeira metade do século XX, a tuberculose foi uma das mais desastrosas doenças, apresentando poucas possibilidades de cura. Em 1915, na Santa Casa, dos 715 óbitos registrados, 287 foram de tuberculosos.

Houve uma tentativa de construção de um “pavilhão para tuberculosos”, a partir da proposta do jornalista Caldas Junior. Uma campanha pública foi feita, então, para angariar fundos, visando concretizar o projeto. Contudo, a arrecadação não foi suficiente para o início da construção, sendo o projeto adiado.

Em 1953, o Serviço Nacional de Tuberculose (SNT) era dirigido pelo gaúcho e cientista Manoel José Pereira Filho. Sendo ele integrante da Irmandade da Santa Casa, surgiu novamente a possibilidade de erguer-se no Complexo Hospitalar um pavilhão especial para tratar da tuberculose. Nesse mesmo ano, com os recursos nacionais do SNT, começou a construção do Pavilhão Pereira Filho. Nome dado em homenagem ao dirigente do órgão que concedeu o decisivo auxílio para o intento.

As dificuldades na construção começam a aparecer em agosto de 1954, quando a obra foi paralisada por falta de recursos. O projeto se concretizou 1958, através de um acordo entre a Santa Casa e o SNT que passava os materiais que se encontravam na obra à propriedade da Santa Casa. Logo a Faculdades de Medicina do Rio Grande do Sul e a Misereor da Alemanha, deram apoio ao projeto. E em 1962 voltou a ser feito um investimento nacional, impulsionado pelo Dr. José Fernando Carneiro, que além de levar adiante a construção, traçou linhas mestras do que viria a ser um dos maiores centros de Pneumologia da América Latina.

Na atualidade, o tão esperado “Pavilhão para Tuberculosos” é um grande centro de ensino, pesquisa e assistência à Pneumologia, e referência internacional em transplantes. Ampliado, recebeu mais um prédio em 1990 e no início dos anos 2000 foi reestruturado para atender melhor a comunidade e fazer jus ao compromisso social da instituição a qual pertence.

Hospital Santa Rita
O tratamento do câncer no século XX, sempre foi um dos maiores desafios da medicina. No estado do Rio Grande do Sul, as primeiras iniciativas foram tomadas a partir da década de 1920. Sem ter uma finalidade terapêutica propriamente definida, os métodos de tratamento utilizados limitavam-se somente a amenizar a dor dos pacientes que recorriam ao hospital.

Com o aumento do número de óbitos de cancerosos e a instalação de um serviço para aplicação do Radium, em 1926, surge cada vez mais presente a necessidade de um espaço de pesquisa e tratamento especializado em Oncologia. Assim, no início da década de 1940 foi instalada uma clínica de câncer no Hospital São Francisco, sob a direção do Dr. Antônio Saint-Pastous.

Em 1942 constitui-se a Associação Médica de Combate ao Câncer, sob o patrocínio do Dr. Saint-Pastous, auxiliado pelos médicos Dr. Heitor Masson Cirne Lima, Dr. José Gerbase, Dr. Pedro Maciel e Dr. Siegfred Kronfeld. Iniciava-se, então, no Rio Grande do Sul, a reunião de esforços para a luta contra o câncer. A Associação propunha-se a enfrentar a doença em três aspectos: diagnóstico, tratamento e educação social. Já naquela época acreditava-se na importância do diagnóstico precoce para a cura de uma doença. A ação educacional seria tarefa da Liga Sul-rio-grandense de Luta Contra o Câncer (atual Liga Feminina de Combate ao Câncer) em associação com o chamado Departamento Estadual de Saúde.

O aumento do número de óbitos por câncer, acelerou o projeto de implantação do Instituto do Câncer, em Porto Alegre. Tinha o objetivo de unificar e organizar o que até então estava sendo feito no Rio Grande do Sul na luta contra o câncer.

A 24 de outubro de 1955, a Associação Sulriograndense de Combate ao Câncer, dirigida pelo Dr. Luis Siegmann, e a Irmandade da Santa Casa de Misericórdia de Porto Alegre, através de seu Provedor, o Professor Ivo Correa Meyer, assinaram um convênio para viabilizar a construção de referido Instituto, em terreno pertencente à Santa Casa, localizado à Rua Sarmento Leite. Um ano depois foi lançada a pedra fundamental e com recursos financeiros dos governos municipal, federal e de particulares, foram iniciadas as obras.

Em 1965, os equipamentos da Clínica de Câncer, instalados no Hospital São Francisco, foram transferidos para o Instituto de Câncer, que passou a chamar-se Hospital Santa Rita. Neste mesmo ano ele foi a sede do IV Congresso Brasileiro de Cancerologia.

Em 25 de fevereiro de 1967, finalmente, foi inaugurada a primeira ala do Hospital

Santa Rita, direcionada para a hospitalização, radioterapia e tratamento clínico. Três anos depois, o Hospital passou a funcionar de forma integral.

O relato da Irmã Ângela Paulina Smiderle, uma das funcionárias mais presentes na luta dos primeiros anos de funcionamento do Hospital, demonstra um pouco da realidade vivida na época:

… o primeiro paciente internou em 29 de junho de 1967, se bem lembro da data. Chamava-se José Piazza e tinha câncer de esôfago. Ele internou no quarto duzentos e trinta. Só que eu não tinha papel, eu não tinha prontuário, nem caneta. Então eu fui para casa, peguei o papel almoço, um bloquinho de papel almaço, e caneta, e levei para o hospital, e fiz o prontuário do paciente. E o paciente José Piazza precisava de soro. Eu pendurei o primeiro soro numa escadinha. Foi assim que eu internei o primeiro paciente no Hospital Santa Rita. Eu recém tinha chegado, em maio, e ele já entrou em junho. Então a gente estava correndo contra o tempo, para fazer todo o planejamento material que eu precisava para o funcionamento da Enfermagem, e tinha pouco recurso financeiro. A ansiedade de abrir o hospital era grande, porque a necessidade era permanente […].

No entanto, as crises eram periódicas. Foi na década de 1980, mais especificamente a partir de 1988, que o Hospital deparou-se com a mais grave crise financeira da sua história.

Diante dessa situação agravante, a Liga Feminina de Combate ao Câncer e a FFFCMPA solicitaram auxílio ao Governo do Estado. A saída para a crise foi obtida através de um consenso: a Santa Casa deveria assumir o Hospital. Dessa maneira, em 24 de julho de 1989 foi aprovada a extinção da sociedade civil que coordenava o Santa Rita, que a partir dessa data uniu-se ao conjunto de hospitais que compunham o Complexo Hospitalar.

Sua área física foi amplamente reestruturada e uma equipe de médicos, enfermeiros e funcionários assumiram o Hospital incorporado, assumindo sua identidade como Centro de Câncer, transformando-o em referência na especialidade no Estado e no Brasil.

O Hospital Santa Rita foi pioneiro em sua especialidade no Rio Grande do Sul, surgindo num contexto em que se fazia necessário vincular as iniciativas regionais a Campanha Nacional de Combate ao Câncer. Continua a ser pioneiro, atendendo pacientes da Capital, interior do Estado, de Santa Catarina e de outros estados do Brasil.

Tradução
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